O desafio de transcender!
Fátima Ribeiro,
Coach Executiva
O Fórum Forbes — Mulheres Poderosas: O Desafio de Transcender — 2017 realizou-se esta semana na Cidade do Panamá.
Tive a oportunidade de participar na companhia de várias mulheres “poderosas”, membros da Comissão da Mulher Executiva da APEDE, e foi uma experiência enriquecedora.
As mensagens foram suficientemente fortes para sentir a necessidade de as recuperar e partilhar neste artigo de opinião.
Uma primeira reflexão ao escrever foi procurar o significado das palavras poderoso e transcender na página da Real Academia Espanhola e, a partir delas, redefinir a minha interpretação.
Entendo por mulher poderosa aquela que tem poder para fazer escolhas de acordo com o seu livre-arbítrio, que é ativa e eficaz na sua ação. Quanto a transcender, encantou-me a analogia com algo que estava oculto e começa a ser conhecido, com estar ou ir mais além.
Esta definição liga-se muito à minha atual abordagem ao coaching e ao objetivo de libertar o potencial de uma pessoa para que possa dar o melhor de si. O coach acompanha o cliente ao longo do processo e desafia-o a ir mais além, a transcender.
Agradeço às oradoras do Fórum Forbes a generosidade com que partilharam experiências e conhecimentos, deixando mensagens fortes e inspiradoras.
Com base nas minhas notas, partilho as seguintes ideias:
– A igualdade de género e o equilíbrio cultural nas organizações são cada vez mais fatores de diferenciação na produtividade e na eficiência. É preciso deixar para trás paradigmas e crenças e criar condições para que sejam uma realidade nas nossas organizações.
– Muitas barreiras partem das próprias mulheres, que têm uma crença de perfeição e uma elevada autoexigência. Aprendamos com os homens, ganhemos confiança e candidatemo-nos às oportunidades em função do nosso potencial, e não apenas dos resultados passados. Trabalhemos os nossos pontos fortes, em vez das fraquezas, e as crenças que nos potenciam.
– Vivamos de acordo com os nossos valores, desenvolvendo os nossos talentos e a nossa diversidade. Cada uma de nós tem algo que a torna única. Ligar-nos à nossa essência e ao nosso propósito é ligarmo-nos ao nosso caminho na vida. Viver de acordo com o ser, em vez de nos centrarmos no ter.
– Perseverar, procurar formação, ter humildade para pedir feedback e feedforward, coragem para sair da zona de conforto e disciplina para agir. Deixar para trás estereótipos, mudar comportamentos, assumir desafios e responsabilidades, sem medos nem culpas.
– Criar parcerias e partilhar conhecimentos. Quando todos ganhamos, conseguimos construir algo muito maior. Ter um impacto positivo na vida das pessoas, deixar um legado, ser agentes de transformação, cuidar das gerações futuras e formá-las numa cultura de inclusão.
– Procurar coaches, mentores e sponsors. O coach, com as suas ferramentas, escuta ativa e perguntas poderosas, apoia-nos na descoberta do propósito de vida, na criação de consciência, autonomia e novas perspetivas. O mentor partilha experiência e conhecimento. O sponsor atua como padrinho ou madrinha, promove-nos em diferentes contextos e apoia a criação de uma rede de contactos e oportunidades. A confiança e o compromisso são a base de qualquer destas relações.
Transcendamos enquanto pessoas e mulheres, desenvolvendo-nos, partilhando, inspirando e sendo agentes de mudança para um mundo mais inclusivo!



