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Equipa reunida à volta de uma mesa para partilhar ideias

A liderança do futuro

Assistir recentemente a um webinar do Dr. Marshall Goldsmith sobre “liderança ontem, hoje e amanhã” e conversar sobre liderança em contextos educativos motivou-me a dedicar este artigo à liderança e ao seu papel na sociedade atual.
Os desafios de um mundo global, complexo, em mudança e diverso exigem uma liderança diferente.

O líder deixa de ser entendido como um ser superior, centrado na tarefa, que fornece estrutura e direção, para ser um facilitador envolvido no diálogo e na participação de todos.

“O líder do passado sabia dizer; o líder do futuro saberá perguntar”, afirma Peter Drucker. Para Paul Hersey, “liderar é trabalhar com e através dos outros para alcançar os objetivos”.

Peter Hawkins diz-nos que o próprio conceito de inteligência está a evoluir. Passou do quociente intelectual, IQ, para o quociente emocional, EQ, e hoje avançamos para o WeQ, ou seja, para a inteligência colaborativa.

O líder do futuro demonstra um elevado interesse tanto pelas tarefas e objetivos como pelas pessoas, adaptando o seu comportamento às exigências da situação.

É recomendável analisar a preparação das equipas, a autonomia na decisão e o nível de poder antes de escolher o estilo de liderança ou de tomada de decisão.

Peter Hawkins considera que as pessoas com maior sucesso no futuro serão aquelas com maior capacidade para estabelecer ligações.

Isto recorda-me uma frase de Jared Weiner na Conferência Anual de Executivos CADE 2017 da APEDE: “as competências interpessoais, como a construção de relações, a colaboração, a empatia e a sensibilidade cultural, tornar-se-ão a moeda de maior valor. As pessoas com competências híbridas — elevada capacidade tecnológica e profunda sensibilidade social — vencerão no futuro”.

O pensamento global, a diversidade cultural e intercultural, a construção de parcerias, o conhecimento tecnológico inteligente e a liderança partilhada, com o líder como facilitador, são dimensões emergentes do líder global do futuro no modelo de avaliação de liderança global da MGSCC — Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching.

Este modelo é uma avaliação interessante para servir de base a um processo de coaching para o desenvolvimento da liderança: estruturado, mensurável e inclusivo dos stakeholders ou partes interessadas em redor do líder, pois a liderança só existe verdadeiramente quando é reconhecida. O modelo fornece estrutura e direção e o coach facilita as aprendizagens.

Fátima Ribeiro

Identidade visual de Fátima Ribeiro num cartão apoiado na relva

A minha marca

Hoje falo-vos como empreendedora que está a desenvolver o seu negócio e a sua marca.

Chegar a uma marca é um exercício de introspeção, uma reflexão profunda sobre os nossos valores, talentos e aquilo que queremos transmitir.

A fotografia que acompanha este artigo foi tirada num dos meus ambientes preferidos: a natureza.

Sou cidadã do mundo por opção, num processo de crescimento interior e de bem-estar familiar.

Mas encontro as minhas raízes, a minha tranquilidade e plenitude na natureza, na contemplação da sua perfeição.

Nasci em África, nos espaços amplos e abertos, onde a vida cresce nos lugares mais recônditos e inesperados.

Cresci na Europa, onde o engenho humano nos maravilha e inspira com a sensibilidade das suas obras, e onde valores como o desenvolvimento social estão enraizados na cultura.

Vivo agora na América Latina, no Panamá, onde a exuberância da natureza nos fascina e o clima tropical cria condições extraordinárias para o desenvolvimento.

O verde e o azul do meu logótipo representam as escolas e marcas a que devo a minha formação de base em Coaching: INCAE Business School e Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching.

Representam também o verde da natureza, em harmonia com a expressão da vida, e o azul do céu, dos espaços abertos, da amplitude, de novas perspetivas e possibilidades.

Enquanto seres humanos, é ao céu e ao espaço que elevamos os nossos sonhos!

É interessante observar como um dos homens mais inovadores da atualidade enviou para o espaço o seu Tesla Roadster com o homem das estrelas, Starman, ao volante, numa viagem que combina sonhos e possibilidades.

Olhamos para a imensidão das possibilidades do espaço e ansiamos por elas, mas mantemos as nossas raízes de seres vivos na natureza.

O meu logótipo e a minha marca refletem, assim, os meus valores e convidam ao desenvolvimento contínuo.

A vida cresce e encontra formas de sobreviver mesmo em ambientes desfavoráveis, mas floresce quando o ambiente é favorável.

O processo de Coaching ajuda a florescer: rega, potencia competências e talentos, convida a sonhar e abre novas possibilidades, mantendo o contacto com a terra e criando raízes num processo de procura de resultados e bem-estar.

Fátima Ribeiro

Coach certificada