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Descobrir o Contributo do Coaching Sistémico

Em 4 de agosto de 2021, participei numa conversa organizada pela ICF Capítulo Panamá, com os objetivos de:

  • Explorar o contributo do coaching sistémico a partir de duas perspetivas diferentes.
  • Analisar e refletir sobre o impacto do coaching sistémico nas pessoas, nos processos e nos resultados das organizações.

Foi uma abertura de perspetivas que permitiu conhecer duas abordagens ao coaching sistémico e interagir num espaço de aprendizagem colaborativa.

Obrigada a todos os participantes que nos acompanharam!

Reflexo de um ecrã nos óculos de um profissional

A Agilidade e o Coaching

Este artigo foi publicado originalmente no jornal La Estrella e integra uma coluna quinzenal da ICF Capítulo Panamá para divulgar o Coaching profissional. Procura informar, criar consciência e distinguir o coaching profissional, em que o coach se rege por princípios éticos e melhora continuamente as suas competências.

Lê o artigo original nesta ligação.

 

Como observamos e compreendemos o mundo à nossa volta?

Tudo o que percecionamos passa pelo nosso mindset, ou mentalidade: uma combinação de atitudes, crenças e valores que influencia os comportamentos, as ações diárias e a forma de aprender. Segundo o estudo de Ashley Buchanan e Margaret L. Kern, a mentalidade afeta subconscientemente a forma de pensar, agir e até de percecionar as possibilidades do futuro. Contudo, em contextos adequados, é possível mudá-la conscientemente e melhorar o bem-estar individual e coletivo.

A psicóloga Carol Dweck descreve, no livro “Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso”, dois tipos de mentalidade. Na mentalidade fixa, as pessoas acreditam que as capacidades são inatas e não podem mudar ou melhorar. Por isso, receiam desafios, desistem perante obstáculos e encaram o sucesso dos outros como uma ameaça. Na mentalidade de crescimento, acreditam que podem desenvolver capacidades através da prática e do esforço, apreciam desafios, veem obstáculos e fracassos como oportunidades de aprendizagem e pessoas bem-sucedidas como fontes de inspiração.

Dweck encontrou organizações e gestores com mentalidade de crescimento em que os colaboradores se sentem mais capacitados e comprometidos e consideram que a empresa valoriza a criatividade, a inovação e o trabalho em equipa. Nas organizações de mentalidade fixa também se fala de criatividade e inovação, mas, quando algo falha, alguém tem de pagar o preço.

Existem frameworks ou referenciais que integram princípios e práticas ágeis, permitindo às empresas aumentar a criatividade e a inovação e adaptar-se rápida e eficazmente a um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.

A implementação bem-sucedida destes referenciais Lean-Ágeis exige líderes com mentalidade de crescimento, também chamada mentalidade Lean-Ágil. Esta permite impulsionar a transformação da organização, melhorando a cultura e a agilidade empresarial.

O coaching pode acompanhar os líderes na passagem de uma mentalidade fixa para uma mentalidade de crescimento, com grande potencial para gerar mudanças individuais que afetam todo o sistema.

O coaching executivo pode apoiar líderes orientados para princípios e práticas ágeis, explorando valores e crenças (SER), modelos mentais e estruturas cognitivas (PENSAR) e práticas, comportamentos e perceções visíveis (FAZER).

O trabalho pode fazer-se de fora para dentro, partindo dos comportamentos e das perceções para alcançar resultados sustentáveis, ou de dentro para fora, partindo dos valores e das estruturas de pensamento, sempre de acordo com o contrato de coaching estabelecido.

A metodologia escolhida deve ser aquela em que o líder e a organização reconhecem maior valor. Importa ajudar o líder a envolver colaboradores e outras partes interessadas, a escutá-los e valorizar todas as opiniões, num processo de aprendizagem individual e coletiva e de criação de uma cultura ágil, centrada no cliente.

O coaching pode tornar-se uma peça-chave na evolução das organizações ágeis, acompanhando os líderes no desenvolvimento das suas equipas e promovendo a mentalidade de crescimento em toda a organização.

Através do coaching sistémico, as equipas ágeis podem desenvolver-se como equipas autogeridas, clarificando o propósito, a criação de valor, os resultados sustentáveis, a tomada de decisão, a organização do trabalho e as relações entre os seus membros e com outras equipas. O coaching contribui, assim, para reforçar e consolidar a mudança cultural necessária.

Autoras:

Romina Leveau e Fátima Ribeiro

Equipa participa numa reunião por videoconferência

Coaching de Equipas: o todo é mais do que a soma das partes

Este artigo foi publicado originalmente no jornal La Estrella e integra uma coluna quinzenal da ICF Capítulo Panamá para divulgar o Coaching profissional. Procura informar, criar consciência e distinguir o coaching profissional, em que o coach se rege por princípios éticos e melhora continuamente as suas competências.

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A equipa, enquanto unidade de trabalho, é hoje um elemento crítico para o sucesso de quase qualquer esforço organizacional. É uma afirmação difícil de contestar.

No estudo Deloitte Human Capital Trends 2016, a principal preocupação de mais de 7 000 empresas em mais de 130 países era como redesenhar a estrutura organizacional para as condições atuais. A conclusão foi avançar para aquilo a que a Deloitte chama uma “rede de equipas”. A pandemia ampliou este efeito, tornando a eficácia das equipas ainda mais determinante para o sucesso da organização.

Por isso, o Coaching de Equipas é uma modalidade cada vez mais importante para alcançar um desempenho elevado, consistente e duradouro, alinhando as equipas em torno de um propósito e de objetivos coletivos.

É necessário que o todo crie mais valor do que a soma das partes e que cada membro assuma a responsabilidade pela sua contribuição, numa liderança individual, e pelo funcionamento de toda a equipa, numa liderança coletiva. A equipa deve aprender, desenvolver-se e adaptar-se em conjunto à velocidade crescente da mudança e à complexidade, incerteza e ambiguidade.

O coach de equipas trabalha em tempo real, com uma perspetiva sistémica das necessidades e desafios das partes interessadas, para ampliar a autoconsciência, aprofundar capacidades e desenvolver competências. Assim, podem transformar-se os níveis de eficácia, coesão, aprendizagem e desempenho.

Outras modalidades de intervenção incluem a facilitação, a formação, o team building e a consultoria. Exploraremos estas práticas e as suas diferenças face ao Coaching de Equipas. Todas têm valor e são adequadas a determinadas circunstâncias. O importante é ter clareza sobre a necessidade que queremos satisfazer.

Facilitação de Equipas: Serve para gerir o trabalho em equipa, em tempo real, na implementação de um processo ou ferramenta para alcançar uma meta. O facilitador promove o diálogo e a clareza. Geralmente é uma intervenção curta, centrada na colaboração da equipa para obter o resultado pretendido.

Formação de Equipas: É a aprendizagem através de leituras, aulas ou exercícios. Também de curta duração, aumenta o conhecimento numa área específica. Consiste, essencialmente, na aquisição de conhecimentos ou no desenvolvimento de competências.

Team Building: Funciona através de jogos, simulações e experiências organizadas em eventos especiais. Gera entusiasmo, coesão, confiança e respeito entre os participantes. A duração é ainda mais curta, tal como o seu impacto.

Consultoria de Equipas: É conduzida por um especialista, centrada na proposta de soluções e recomendações a implementar. A duração varia e baseia-se num plano de trabalho necessário para atingir a meta desejada.

Coaching de Equipas: É um processo de médio a longo prazo, centrado na equipa como um sistema, que promove mudanças sustentáveis. O coach trabalha em parceria com a equipa, através de intervenções regulares e/ou sessões de trabalho. Desafia-a a observar e refletir sobre o seu funcionamento e a forma como os padrões de interação afetam o desempenho. Ajuda-a a responder às necessidades dos stakeholders e a ampliar o propósito e a visão comuns. A equipa faz ajustes específicos para reforçar os seus pontos fortes e desenvolver áreas de melhoria, integrando aprendizagens. O Coaching de Equipas distingue-se do Coaching de Grupos pela sua intervenção mais profunda e sistémica junto da equipa como um todo.

Com utilização crescente a nível mundial no desenvolvimento de equipas e organizações, é um processo de aprendizagem coletiva com potencial transformador a nível individual e intrapessoal, no desempenho e nos resultados, e nas relações com as partes interessadas, integrado no contexto organizacional e global.

 

Autores:

Alberto Navarro e Fátima Ribeiro