Publicação na Competitividad Ejecutiva
Artigo: “Paridade de Género no Panamá”
Publicado originalmente na revista Competitividad Ejecutiva — pág. 7
Paridade de género no Panamá
Segundo o relatório “Women Matter: Ten years of insights on gender diversity”, da McKinsey & Company de 2017, as mulheres geram, em média, 37% do PIB mundial apesar de representarem 50% da população mundial em idade ativa. O relatório estima que a redução da desigualdade de género poderia acrescentar 12 biliões de dólares ao PIB mundial em 2025.
O Panamá ocupa a 43.ª posição na classificação mundial do Índice de Paridade de Género do Fórum Económico Mundial, entre 144 países, com desvios significativos na participação económica e nas oportunidades relativas à participação na força de trabalho, à igualdade salarial para funções semelhantes e aos rendimentos estimados e ao nível da participação e do poder político.
Na conferência “Mulher e Desenvolvimento Económico: Conquistas e Obstáculos”, no almoço mensal da APEDE em março de 2019, Leonor Calderón destacou que foram identificadas no Panamá 12 desigualdades de género na economia e no trabalho, agrupadas em desigualdades de participação no trabalho, salariais, de progressão e transversais, tendo sido definidas 12 medidas e 63 linhas de ação.
Segundo o estudo “La mujer en la gestión empresarial: cobrando impulso en Panamá”, promovido pelo CONEP e pela OIT, a representação das mulheres em cargos de direção varia por nível e diminui à medida que se sobe na hierarquia. Na supervisão, a representação é de 37%; no nível intermédio, 34%; no superior, 22%; e no nível executivo máximo, apenas 8%.
Desde 2017, registaram-se avanços no Panamá, entre eles:
– Lei n.º 56, de 11 de julho de 2017
– Iniciativa Selos de Igualdade nas empresas, com participação do MITRADEL, MICI, INAMU e PNUD.
– Plano nacional da EPIC — Coligação Internacional para a Igualdade de Remuneração, com apoio da Vice-Presidência, ONU Mulheres e OIT.
– Roteiro para a Igualdade de Género, CONEP e OIT.
– WEP — Women’s Empowerment Principles, ONU Mulheres.
Ao nível do empoderamento político, sublinho a iniciativa de sensibilização “Barreiras invisíveis, Candidatas Transparentes”, com apoio da Fundación para el Desarrollo de la Libertad Ciudadana, FONAMUPP e Embaixada do Canadá.
Destaco o importante trabalho da Comissão da Mulher Executiva da APEDE na divulgação destas iniciativas relevantes.
Importa acompanhar o tema para garantir uma implementação bem-sucedida, trabalhar com os diferentes intervenientes para reduzir as barreiras, integrar boas práticas, como mentoring, coaching e planos de desenvolvimento de carreira, e envolver mais organizações e empresas nas iniciativas.
Que cada um de nós seja um agente de mudança!
Fátima Ribeiro

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