Artigos

Cartaz com Fátima Ribeiro no Congresso Virtual Latino-Americano Desaprende 2020

Congresso Latino-Americano Desaprende 2020

Em 13 de novembro, participei no primeiro Congresso Latino-Americano de Desaprendizagem — Desaprende 2020, com o tema “Desafios no processo de ensino virtual”, contribuindo a partir dos meus papéis de docente, facilitadora e coach.

Refletimos e partilhámos boas práticas sobre os seguintes elementos do ensino virtual:

  1. Opções tecnológicas
  2. Estrutura do processo de ensino
  3. Canais de comunicação
  4. Atividades de aprendizagem
  5. Opções de avaliação e feedback
  6. Seleção ou criação e apresentação de conteúdos

Congresso Virtual Latino-Americano DESAPRENDE 2020foi um projeto que reuniu especialistas da região com o propósito de atualizar e capacitar os profissionais de aprendizagem e desenvolvimento na redefinição e evolução do seu papel no contexto da transformação digital.

Programa e oradores do Congresso Virtual de Desaprendizagem na América LatinaApresentação de Fátima Ribeiro no programa do Congresso Desaprende 2020

Símbolo do Panamá no anúncio do Bootcamp Compromiso PYME Panamá

1.º Bootcamp Virtual Compromiso PYME Panamá

Em 28 de março de 2020, participei como oradora no 1.º Bootcamp Virtual Compromiso PYME Panamá, um movimento solidário sem fins lucrativos criado por Ulises Gonzalez & Sergio Tertusio, que conseguiram promover uma bela atividade colaborativa.

Participaram excelentes oradores, numa diversidade de temas, com o objetivo de apoiar PME e negócios afetados pela conjuntura.

Se não pudeste acompanhar em direto, a gravação do bootcamp está disponível no YouTube e as apresentações podem ser descarregadas na página de Compromiso Panamá.

Partilho a apresentação dos oradores e a gravação do tema que apresentei: “Fiz tudo o que podia para…? Uma reflexão para manter o foco e a ligação”.

Agradeço a todos os que participaram e nos acompanharam, aos oradores com quem tanto aprendi e, em especial, a Ulises e Sérgio, criadores e mentores deste projeto.

Podem contactar-me para esclarecer dúvidas, partilhar comentários ou pedir apoio.

Sejamos generosos connosco próprios e, a partir das nossas capacidades e competências, continuemos a contribuir de forma solidária, empática e compassiva para quem está à nossa volta!

Cartaz dos participantes do primeiro Bootcamp Virtual Compromiso PYME Panamá

Cartaz do seminário Liderança e Desenvolvimento de Equipas, na QLU

Seminário-Workshop Liderança e Desenvolvimento de Equipas

De 19 a 22 de agosto, vou dinamizar na QLU — Quality Leadership University um Seminário-Workshop sobre “Liderança e Desenvolvimento de Equipas”, num processo dinâmico e de cocriação.

Os desafios de um mundo global, complexo, em mudança, diverso e hiperligado exigem uma liderança diferente. Os princípios básicos mantêm-se, mas a forma de liderar muda. Já não vemos o líder como um ser superior, centrado na tarefa, que fornece estrutura e direção, mas como um facilitador envolvido no diálogo e na participação de todos. 

Criar valor para todos os stakeholders, trabalhar com conflitos sistémicos, integrar várias equipas e trabalhar virtualmente são alguns dos desafios atuais das organizações.

Partilharei, entre outros, conhecimentos e práticas aprendidos com o Dr. Marshall Goldsmith e o Dr. Peter Hawkins, professores, autores e coaches reconhecidos mundialmente pelo seu trabalho em liderança, desenvolvimento de equipas e criação de valor nas organizações.

Acede aqui a mais informações sobre o programa.

Um abraço,

Fátima Ribeiro

Duas profissionais conversam no escritório

És mulher? Desenvolve o teu potencial de liderança

A liderança feminina

No meu artigo “A liderança feminina no Panamá” descrevo brevemente as conclusões de um estudo desenvolvido no Panamá sobre “La mujer en la gestión empresarial: cobrando impulso en Panamá”.

Entre as medidas para superar os dilemas e contradições internas que as mulheres enfrentam no acesso a cargos de responsabilidade, o estudo identifica programas de mentoring, coaching e planos de desenvolvimento de carreira.

O coaching ajuda a identificar crenças que limitam o crescimento profissional e a liderança das mulheres e a romper com hábitos que travam o seu percurso, seja numa promoção, numa negociação salarial bem-sucedida ou numa mudança profissional.

Os 12 hábitos que te impedem de avançar…

Nos meus processos de coaching utilizo, entre outras ferramentas, os 12 hábitos identificados no livro “How Women Rise”, de Sally Helgesen e Marshall Goldsmith:

  1. Relutância em assumir as próprias conquistas
  2. Esperar que os outros reparem espontaneamente nas suas contribuições e as recompensem
  3. Sobrevalorizar a experiência
  4. Construir relações sem tirar partido delas
  5. Não reunir aliados desde o primeiro dia: aliados, mentores e patrocinadores.
  6. Colocar o trabalho à frente da carreira
  7. A armadilha da perfeição
  8. O desejo de agradar
  9. Minimizar-se
  10. Fazer em excesso
  11. Ruminar
  12. Deixar que o teu radar te distraia

Estes hábitos surgem muitas vezes em conjunto. Por exemplo, a relutância em assumir as próprias conquistas (1) é frequentemente acompanhada pela expectativa de que os outros reparem espontaneamente nas suas contribuições, as elogiem e recompensem (2).

Outros que podem coexistir são a sobrevalorização da experiência (3), colocar o trabalho à frente da carreira (6) e a armadilha da perfeição (7).

Plano de ação

Se identificas em ti alguns destes comportamentos ou hábitos, sugiro que estabeleças um plano estratégico para implementar mudanças.

Alinha os teus objetivos com o teu propósito. Começa por um ou, no máximo, dois hábitos, dividindo-os em pequenas rotinas. Sê específica e concisa nas ações e define um prazo para as implementar.

Procura ajuda profissional, como a de um coach, ou de alguém comprometido com o teu desenvolvimento que também queira mudar, estabelecendo um “coaching entre pares”. Partilha os teus objetivos, pede feedback, escuta, agradece e introduz mudanças ao longo do plano.

Num processo de coaching, trabalham-se de forma integrada o propósito, os objetivos, a realidade objetiva e subjetiva, as visões e as opções, implementando um plano de ação. Este estimula ações acompanhadas pelo desenvolvimento de relações e por feedback, permitindo concretizar as mudanças desejadas e medir a sua eficácia.

As nossas crenças condicionam a resistência à mudança, as nossas respostas ajudam a moldar as circunstâncias e os nossos comportamentos influenciam a forma como os outros nos respondem.

As organizações podem implementar processos de coaching que apoiem o desenvolvimento da liderança feminina. As profissionais podem também contratar individualmente um processo que contribua para o seu desenvolvimento.

Referências: Livro “How Women Rise”, break the 12 habits holding you back from your next raise, promotion or job, Sally Helgesen e Marshall Goldsmith.

 

 

 

Profissional conduz uma reunião de equipa numa sala envidraçada

A liderança feminina no Panamá

Realidade

O Panamá ocupa a 43.ª posição na classificação mundial de 144 países do Índice de Paridade de Género do Fórum Económico Mundial, mas 71% das empresas não têm mulheres no nível máximo de direção.

Segundo o estudo “La mujer en la gestión empresarial: cobrando impulso en Panamá”, a representação das mulheres em cargos de direção varia por nível e diminui à medida que se sobe na hierarquia. Na supervisão, a representação é de quase 37%; no nível intermédio, 34%; no superior, 22%; e no nível executivo máximo, apenas 8%.

As dificuldades de acesso das mulheres a cargos de direção, como CEO ou membro do conselho de administração, aumentam com a dimensão da empresa. São as grandes empresas que apresentam menor representação feminina nos cargos de topo.

A menor presença das mulheres sente-se nas áreas de operações e de investigação e desenvolvimento, enquanto no Panamá ocupam posições mais relevantes em marketing, vendas e recursos humanos.

90% das empresas concordam que as mulheres lideram com a mesma eficácia que os homens. Contudo, o estudo identificou barreiras como a falta de experiência em direção geral ou operacional e os estereótipos sobre o papel e as capacidades das mulheres, refletindo uma visão contraditória com aquela afirmação.

Outras barreiras importantes foram a pouca disponibilidade ou flexibilidade de horários para viajar, a falta de apoio à conciliação entre trabalho e família e a falta de compromisso dos líderes com a progressão das mulheres.

No grupo de discussão do estudo, as mulheres identificaram como principais obstáculos o dilema família/carreira, organizações pouco conciliadoras e espaços de poder pouco inclusivos.

70% das empresas inquiridas afirmam ter uma cultura equilibrada e inclusiva, mas apenas 30% reconhecem que, com as mesmas competências e qualificações, as mulheres encontram maiores dificuldades para chegar a cargos de direção de topo.

Existem limitações sociais e culturas empresariais excludentes, assim como limitações impostas pelas próprias mulheres devido a crenças pessoais ou condicionantes familiares.

Os inquéritos reconhecem benefícios importantes da implementação de iniciativas de diversidade e igualdade de género: melhores resultados empresariais, incluindo rentabilidade e produtividade, maior capacidade de atrair e reter talento e melhoria da reputação da empresa.

Importa divulgar estes benefícios, promover boas práticas e trabalhar em conjunto com os diferentes intervenientes para reduzir as barreiras identificadas.

Entre as medidas para superar os dilemas e contradições internas que as mulheres enfrentam no acesso a cargos de responsabilidade, o estudo identifica programas de mentoring, coaching e planos de desenvolvimento de carreira.

 

O coaching apoia a mudança

O processo de coaching é fundamental para identificar crenças que podem limitar o crescimento profissional e a liderança das mulheres, e para romper com hábitos que travam o seu percurso, seja numa promoção, na negociação salarial ou numa mudança profissional.

No processo de coaching, identificam-se objetivos, reflete-se sobre a realidade objetiva e subjetiva, geram-se opções e implementa-se um plano de ação.

Este plano estimula ações acompanhadas pelo desenvolvimento de relações e por feedback, permitindo implementar as mudanças desejadas e medir a sua eficácia.

O coach acompanha a profissional no seu desenvolvimento executivo e de liderança. O processo pode partir da empresa ou da própria profissional, que se compromete, assume a responsabilidade e quer potenciar o seu percurso. Os indicadores-chave, ou KPI são definidos caso a caso. Nos processos contratados por uma organização, incluem avaliações do desenvolvimento da liderança pelos stakeholders ou partes interessadas selecionadas como relevantes, tornando o processo mensurável e quantificado.

No meu artigo “És mulher? Desenvolve o teu potencial de liderança” podes encontrar mais informação sobre o desenvolvimento da liderança feminina.

 

Referências: Estudo “La mujer en la gestión empresarial: cobrando impulso en Panamá”, promovido pelo CoNEP — Consejo Nacional de la Empresa Privada e pela OIT — Organização Internacional do Trabalho, elaborado pela Stratego e pela Enred Panamá.

Equipa reunida à volta de uma mesa para partilhar ideias

A liderança do futuro

Assistir recentemente a um webinar do Dr. Marshall Goldsmith sobre “liderança ontem, hoje e amanhã” e conversar sobre liderança em contextos educativos motivou-me a dedicar este artigo à liderança e ao seu papel na sociedade atual.
Os desafios de um mundo global, complexo, em mudança e diverso exigem uma liderança diferente.

O líder deixa de ser entendido como um ser superior, centrado na tarefa, que fornece estrutura e direção, para ser um facilitador envolvido no diálogo e na participação de todos.

“O líder do passado sabia dizer; o líder do futuro saberá perguntar”, afirma Peter Drucker. Para Paul Hersey, “liderar é trabalhar com e através dos outros para alcançar os objetivos”.

Peter Hawkins diz-nos que o próprio conceito de inteligência está a evoluir. Passou do quociente intelectual, IQ, para o quociente emocional, EQ, e hoje avançamos para o WeQ, ou seja, para a inteligência colaborativa.

O líder do futuro demonstra um elevado interesse tanto pelas tarefas e objetivos como pelas pessoas, adaptando o seu comportamento às exigências da situação.

É recomendável analisar a preparação das equipas, a autonomia na decisão e o nível de poder antes de escolher o estilo de liderança ou de tomada de decisão.

Peter Hawkins considera que as pessoas com maior sucesso no futuro serão aquelas com maior capacidade para estabelecer ligações.

Isto recorda-me uma frase de Jared Weiner na Conferência Anual de Executivos CADE 2017 da APEDE: “as competências interpessoais, como a construção de relações, a colaboração, a empatia e a sensibilidade cultural, tornar-se-ão a moeda de maior valor. As pessoas com competências híbridas — elevada capacidade tecnológica e profunda sensibilidade social — vencerão no futuro”.

O pensamento global, a diversidade cultural e intercultural, a construção de parcerias, o conhecimento tecnológico inteligente e a liderança partilhada, com o líder como facilitador, são dimensões emergentes do líder global do futuro no modelo de avaliação de liderança global da MGSCC — Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching.

Este modelo é uma avaliação interessante para servir de base a um processo de coaching para o desenvolvimento da liderança: estruturado, mensurável e inclusivo dos stakeholders ou partes interessadas em redor do líder, pois a liderança só existe verdadeiramente quando é reconhecida. O modelo fornece estrutura e direção e o coach facilita as aprendizagens.

Fátima Ribeiro

Identidade visual de Fátima Ribeiro num cartão apoiado na relva

A minha marca

Hoje falo-vos como empreendedora que está a desenvolver o seu negócio e a sua marca.

Chegar a uma marca é um exercício de introspeção, uma reflexão profunda sobre os nossos valores, talentos e aquilo que queremos transmitir.

A fotografia que acompanha este artigo foi tirada num dos meus ambientes preferidos: a natureza.

Sou cidadã do mundo por opção, num processo de crescimento interior e de bem-estar familiar.

Mas encontro as minhas raízes, a minha tranquilidade e plenitude na natureza, na contemplação da sua perfeição.

Nasci em África, nos espaços amplos e abertos, onde a vida cresce nos lugares mais recônditos e inesperados.

Cresci na Europa, onde o engenho humano nos maravilha e inspira com a sensibilidade das suas obras, e onde valores como o desenvolvimento social estão enraizados na cultura.

Vivo agora na América Latina, no Panamá, onde a exuberância da natureza nos fascina e o clima tropical cria condições extraordinárias para o desenvolvimento.

O verde e o azul do meu logótipo representam as escolas e marcas a que devo a minha formação de base em Coaching: INCAE Business School e Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching.

Representam também o verde da natureza, em harmonia com a expressão da vida, e o azul do céu, dos espaços abertos, da amplitude, de novas perspetivas e possibilidades.

Enquanto seres humanos, é ao céu e ao espaço que elevamos os nossos sonhos!

É interessante observar como um dos homens mais inovadores da atualidade enviou para o espaço o seu Tesla Roadster com o homem das estrelas, Starman, ao volante, numa viagem que combina sonhos e possibilidades.

Olhamos para a imensidão das possibilidades do espaço e ansiamos por elas, mas mantemos as nossas raízes de seres vivos na natureza.

O meu logótipo e a minha marca refletem, assim, os meus valores e convidam ao desenvolvimento contínuo.

A vida cresce e encontra formas de sobreviver mesmo em ambientes desfavoráveis, mas floresce quando o ambiente é favorável.

O processo de Coaching ajuda a florescer: rega, potencia competências e talentos, convida a sonhar e abre novas possibilidades, mantendo o contacto com a terra e criando raízes num processo de procura de resultados e bem-estar.

Fátima Ribeiro

Coach certificada

 

Capa da revista Competitividad Ejecutiva com Fátima Ribeiro

Publicação na Competitividad Ejecutiva

Artigo “CADE 2018 — Panamá competitivo para uma economia global”

Publicado na revista Competitividad Ejecutiva (pág. 52 e 53)

Primeira página do artigo de Fátima Ribeiro sobre a CADE 2018 Continuação do artigo sobre a CADE 2018 na Competitividad Ejecutiva