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Convite da ICF Panamá para a apresentação de investigação global sobre coaching de equipas e stakeholders

Navegar a Complexidade: Como o Coaching de Equipas Transforma Organizações

Evento realizado no sábado, 30 de agosto, na Cidade do Panamá,

As organizações enfrentam um contexto empresarial cada vez mais complexo e interligado, que exige novas estratégias de estruturação e liderança de equipas. Para prosperar, as equipas precisam de ser mais do que a soma das partes. Colaborar com rapidez e agilidade com todas as partes interessadas pode ser um fator decisivo de diferenciação.

Neste evento, explorámos os desafios dos líderes e das equipas no presente e no futuro. Analisámos a importância crescente do trabalho em equipa, as dinâmicas internas e como líderes e equipas podem ser mais eficazes, flexíveis e preparados para os desafios futuros.

Abordámos a importância de uma perspetiva sistémica para navegar a complexidade, ultrapassar silos e promover colaboração dinâmica entre funções. Explorámos conclusões do Team of Teams Research Report e apresentámos o Systemic Team of Teams Coaching (STOTC), referencial desenvolvido pelo Professor Peter Hawkins e pela Dra. Catherine Carr.

Grupo da ICF Panamá reunido num encontro sobre coaching de equipas e stakeholders

Cartaz da apresentação de um caso de coaching de equipas com Fátima Ribeiro

Apresentação de Casos de Coaching de Equipas

Em 15 de julho, apresentei à Rede de Coaching de Equipas de língua espanhola um caso real de um processo de coaching de equipas.

Cartaz do webinar MindFit sobre ferramentas de coaching na gestão de equipas

Ferramentas de coaching na gestão de equipas

Ferramentas de coaching na gestão de equipas 

Este foi o tema do webinar realizado em 28 de fevereiro, para participantes de Espanha e da América Latina.

O coaching é um processo criativo, com o olhar no futuro e no desenvolvimento de soluções.

Competências-chave como estabelecer confiança, estar presente, comunicar eficazmente e facilitar aprendizagens e resultados são muito importantes no contexto atual.

Explorámos ferramentas que potenciam resultados e cuidam do bem-estar das equipas, apoiando líderes e empresários perante os desafios de hoje e do futuro.

 

Cartaz do workshop Coaching Sistémico de Equipas: Expandindo Fronteiras, com Susana Azevedo, Bianca Aichinger e Fátima Ribeiro

Coaching Sistémico de Equipas — Expandir Fronteiras

Em 9 de agosto, num workshop da ICF Brasil Charter Chapter com mais de 50 coaches brasileiros, partilhámos a nossa experiência em Coaching Sistémico de Equipas.

Obrigada à ICF Brasil Charter Chapter pela oportunidade e a todos os participantes que nos acompanharam!

Cartaz do workshop Coaching Sistémico de Equipas: Expandindo Fronteiras, com Susana Azevedo, Bianca Aichinger e Fátima Ribeiro

Facilitadoras e participantes numa sessão online sobre coaching sistémico de equipas

Grupo de participantes numa videoconferência sobre coaching de equipas

Convite da ICF Panamá para a conversa Porquê o Coaching de Equipas?

Porquê o Coaching de Equipas?

Em 18 de maio, num evento da ICF Capítulo Panamá integrado na Semana Internacional do Coaching, partilhámos com coaches e executivos da América Latina o tema do Coaching Sistémico de Equipas.

Aprofunda o conhecimento sobre o coaching de equipas, a sua importância atual e as diferenças face a outras intervenções. Descobre o que esperar do processo e os seus benefícios através de um exemplo real.

 

Certificado de Fátima Ribeiro como oradora da CONANREH 2021

Desenhar o Futuro das Organizações — CONANREH 2021

Muito feliz por participar como patrocinadora do CONANREH2021, congresso anual da ANREH — Asociación Nacional de Recursos Humanos de Panamá, com o tema “Desenhar o Futuro das Organizações”, e por contribuir para a aprendizagem e criação de valor para pessoas e organizações, refletindo sobre desafios e explorando oportunidades.

Profissional orienta uma sessão de trabalho com uma equipa junto de um quadro

Desenvolvimento de líderes coaches

Este artigo foi publicado originalmente no jornal La Estrella e integra uma coluna quinzenal da ICF Capítulo Panamá para divulgar o Coaching profissional. Procura informar, criar consciência e distinguir o coaching profissional, em que o coach se rege por princípios éticos e melhora continuamente as suas competências.

Lê o artigo original nesta ligação.

 

As três principais modalidades de Coaching utilizadas nas organizações são:

  • Coach externo, profissional formado em coaching, contratado pela organização para processos específicos, de forma pontual ou contínua.
  • Coach interno, profissional formado em coaching que o pratica dentro de uma organização, fazendo parte dos seus colaboradores.
  • Líder Coach, gestor ou supervisor que utiliza ferramentas e competências de coaching no seu papel de líder.

 

Alguns dos desafios do líder coach são:

  • Como fazer coaching eficazmente com todos os meus colaboradores, individualmente, no tempo limitado do dia a dia?
  • Como fazê-lo virtualmente?
  • Como melhorar continuamente as minhas competências?
  • Como utilizar ferramentas de coaching com toda a equipa, para que os membros as apliquem entre si e criemos uma cultura de desenvolvimento de equipas?

 

Para se desenvolver como líder coach, o líder precisa de formação específica que permita desenvolver e aplicar competências de coaching na organização de forma ética e profissional.

 

A base dessa formação são as oito competências definidas pela ICF — International Coaching Federation, divididas em quatro grupos:

 

  1. Competências Fundamentais
    1. Demonstrar uma prática ética
    2. Incorporar uma mentalidade de coaching
    3. Cocriar a relação
    4. Estabelecer e manter acordos
    5. Cultivar confiança e segurança
    6. Manter a presença
    7. Comunicar eficazmente
    8. Escutar ativamente
    9. Despertar a consciência
    10. Cultivar a aprendizagem e o crescimento
    11. Facilitar o crescimento de cada cliente

 

Esta é uma descrição breve das competências, feita pela autora para este artigo. Para uma definição mais completa e precisa, recomendamos a consulta da página da ICF:

 

  • Demonstrar uma prática ética, compreendendo e aplicando consistentemente a ética e os padrões do Coaching.
  • Incorporar uma mentalidade de Coaching aberta, curiosa, flexível e centrada no coachee.
  • Estabelecer acordos claros com o coachee e, quando aplicável, com os diferentes stakeholders, sobre a relação, as conversas de coaching, o processo, os planos e as metas.
  • Cultivar confiança e segurança, criando em parceria com o coachee um ambiente seguro e de apoio que lhe permita partilhar livremente, numa relação de respeito mútuo e confiança.
  • Manter a presença, dedicando toda a atenção ao coachee, com uma postura aberta, flexível, estável e confiante.
  • Escutar ativamente o que o coachee diz e o que não diz, para uma compreensão completa no contexto dos seus sistemas, apoiando a expressão do cliente.
  • Despertar a consciência, facilitando a compreensão e a aprendizagem através de ferramentas e técnicas como perguntas poderosas, silêncio, metáforas e analogias.
  • Facilitar o crescimento, transformando aprendizagens, conhecimento e visão em ação e promovendo a autonomia do coachee.

Para desenvolver mais eficazmente as competências de coaching, é útil contar, durante a formação, com coaches profissionais, mentores e/ou supervisores e, internamente, com pares e sponsors que promovam uma cultura de coaching.

 

Ao utilizar ferramentas de coaching, os líderes contribuem para a mudança cultural, potenciando uma orientação para soluções. Promovem também a comunicação e as relações, a confiança e o compromisso dos colaboradores. Estas ferramentas ajudam as pessoas a ganhar autonomia, a centrar-se em soluções e a procurar apoio para resolver os desafios por si próprias.

 

Os estudos internacionais mostram que o coaching é fundamental no desenvolvimento de equipas de alto desempenho.

 

Autora: Fátima Ribeiro

A autora é ACC (ICF Associate Certified Coach), coach em processos de desenvolvimento profissional, liderança e equipas, e membro da direção da ICF Panamá.

Equipa escuta um colega durante uma reunião no escritório

Cultura de coaching nas organizações

Este artigo foi publicado originalmente no jornal La Estrella e integra uma coluna quinzenal da ICF Capítulo Panamá para divulgar o Coaching profissional. Procura informar, criar consciência e distinguir o coaching profissional, em que o coach se rege por princípios éticos e melhora continuamente as suas competências.

Lê o artigo original nesta ligação.

 

A nível global, a ICF — International Coaching Federation tem desenvolvido vários projetos de investigação sobre Cultura de Coaching. Para ilustrar a sua importância, destaco esta frase do relatório “Creating a Coaching Culture”, da International Coaching Federation (ICF) e do Human Capital Institute (HCI), de 2014:

“Com uma melhor compreensão da importância do Coaching para o desenvolvimento da força de trabalho da empresa como um todo, garantindo a vantagem competitiva através das pessoas, a organização pode estabelecer as bases de uma cultura de coaching bem-sucedida e duradoura. Como resultado, pode transmitir o seu compromisso com o desenvolvimento contínuo dos colaboradores, ajudando a reter talento e a atrair melhores candidatos.”

Revisitemos a definição de coaching da ICF — International Coaching Federation: “O coaching é um processo de parceria com os clientes que estimula o pensamento e a criatividade, procurando maximizar o potencial pessoal e profissional.”

É um processo de desenvolvimento que envolve estrutura, interação orientada pelos objetivos definidos e estratégias, ferramentas e técnicas adequadas para promover uma mudança desejada e sustentável em benefício do coachee. O olhar está no futuro e no potencial das pessoas, não no seu desempenho passado.

Distingue-se de outras intervenções, como o mentoring ou mentoria, formal ou informal, que é um processo de transferência de conhecimentos ou competências. O mentoring deve ser visto como um complemento do coaching, não como um substituto.

Cultura de Coaching

Já vimos a importância de uma cultura de coaching. Vejamos agora duas definições do conceito.

  1. “Uma cultura de coaching é construída por crenças e práticas de liderança que, na organização, refletem o coaching como impulsionador estratégico do negócio e ferramenta essencial para desenvolver talento.” ICF e HCI (2016), citando Blessing White, Inc. (2009).

Outra definição, com um pensamento mais sistémico e de valor partilhado, é a de Peter Hawkins no livro “Creating a Coaching Culture”:

  1. “Existe uma cultura de coaching numa organização quando uma abordagem de coaching é um aspeto fundamental da forma como líderes, gestores e colaboradores envolvem e desenvolvem todas as suas pessoas e envolvem as suas partes interessadas, de modo a criar um melhor desempenho individual, de equipa e organizacional e valor partilhado para todas as partes interessadas.”

Modalidades de Coaching

As três principais modalidades utilizadas nas organizações são:

  • Coach externo, profissional formado em coaching que trabalha a partir do exterior da organização, contratado para processos específicos, de forma pontual ou contínua.
  • Coach interno, profissional formado em coaching que o pratica dentro de uma organização, podendo ou não acumulá-lo com outras funções.
  • Líder Coach, que utiliza ferramentas e competências de coaching no seu papel de líder.

 

Barreiras à Implementação

As três principais barreiras à implementação de uma cultura de coaching nas organizações, identificadas em estudos internacionais, são:

  • Falta de tempo.
  • Capacidade limitada para medir o retorno do investimento.
  • Restrições orçamentais.

Para que as organizações valorizem o coaching como metodologia de desenvolvimento, é importante conhecerem-no e compreenderem os seus benefícios, sobretudo ao nível da gestão de topo e dos recursos humanos. Quanto maior o conhecimento, mais o coaching é utilizado e se expande aos diferentes níveis da organização.

 

Autora: Fátima Ribeiro

A autora é ACC (ICF Associate Certified Coach), coach em processos de desenvolvimento profissional, liderança e equipas, e membro da direção da ICF Panamá.

Convite para a conversa Descobrir o Contributo do Coaching Sistémico

Descobrir o Contributo do Coaching Sistémico

Em 4 de agosto de 2021, participei numa conversa organizada pela ICF Capítulo Panamá, com os objetivos de:

  • Explorar o contributo do coaching sistémico a partir de duas perspetivas diferentes.
  • Analisar e refletir sobre o impacto do coaching sistémico nas pessoas, nos processos e nos resultados das organizações.

Foi uma abertura de perspetivas que permitiu conhecer duas abordagens ao coaching sistémico e interagir num espaço de aprendizagem colaborativa.

Obrigada a todos os participantes que nos acompanharam!

Profissional gesticula durante uma conversa tensa no escritório

Comportamentos ineficazes na liderança

Este artigo foi publicado originalmente no jornal La Estrella e integra uma coluna quinzenal da ICF Capítulo Panamá para divulgar o Coaching profissional. Procura informar, criar consciência e distinguir o coaching profissional, em que o coach se rege por princípios éticos e melhora continuamente as suas competências.

Lê o artigo original nesta ligação.

 

No desenvolvimento da liderança através do coaching executivo, podem utilizar-se diferentes abordagens, consoante o contexto do líder e da organização, as necessidades identificadas e os objetivos definidos.

Uma delas é trabalhar de fora para dentro: do que é visível e percecionado, como os comportamentos (fazer), para o ser e o pensar, num ciclo iterativo que potencia mudanças sustentáveis.

Esta abordagem é particularmente adequada a líderes que reconhecem que os comportamentos associados ao sucesso passado podem não ser os necessários para ter sucesso no futuro, em contextos mais complexos, ambíguos e em mudança.

O trabalho começa por identificar os comportamentos do líder, a forma como é percecionado pelas suas partes interessadas ou stakeholders, e o impacto dos seus comportamentos na organização e no sistema mais alargado. Prossegue promovendo a interação do líder com os seus stakeholders para integrar sugestões de melhoria num plano de ação, avaliado e adaptado regularmente, facilitando mudanças nos comportamentos e nas perceções.

A maioria de nós identifica mudanças que os outros deveriam fazer e disponibiliza-se para sugerir melhorias, mas nem sempre reconhece as mudanças que deve implementar em si própria e tem dificuldade em fazê-lo no dia a dia.

Os nossos comportamentos afetam significativamente as pessoas à nossa volta e a organização. Esse impacto aumenta com a responsabilidade dos líderes e com a dimensão dos stakeholders internos e externos que influenciamos.

À medida que um líder tem sucesso, mudar torna-se ainda mais difícil: associa o comportamento ao sucesso passado e não compreende que precisa de novos comportamentos para o futuro.

Podemos reconhecer benefícios da mudança sem estar dispostos a aceitar os custos de abandonar o que já não nos serve. Podemos até dizer: “eu sou assim, sempre fui assim e sempre resultou…”. Isto revela falta de compromisso com o processo, por vezes de humildade ou coragem.

Um dos desafios dos coaches é perceber a disponibilidade dos clientes para trabalhar os objetivos e implementar as mudanças propostas. O sucesso é responsabilidade do coachee, através das suas reflexões, aprendizagens e ações. O coach facilita o processo e proporciona estímulo, reforço e apoio adequados.

Um dos autores que mais desenvolveu e aplicou esta abordagem comportamental é Marshall Goldsmith, reconhecido internacionalmente como referência em liderança, coach executivo e autor de vários best-sellers.

No livro “What Got You Here Won’t Get You There”, identifica 20 hábitos ou comportamentos ineficazes na liderança. Entre eles:

Querer ganhar em excesso, ou a necessidade de ganhar em todas as situações, quando é importante, quando não é e mesmo quando é irrelevante. Marshall Goldsmith identifica este comportamento como o principal desafio da maioria dos líderes.

Outros comportamentos relacionados são: acrescentar valor em excesso, isto é, dar sempre o nosso contributo em cada conversa ou discussão, mesmo quando não acrescenta valor; reter informaçãopara ganhar vantagem sobre os outros; e ter favoritos, para ganhar aliados.

Também é ineficaz desvalorizar as opiniões dos outros com comentários destrutivos ou sarcásticos; expressar negatividade, como em “vou dizer-te porque é que isto não funciona”; ou, de forma mais inconsciente, responder a comentários ou sugestões com “não, mas, no entanto…”, retirando valor ao que o outro expressa.

São ainda comportamentos ineficazes falar com raiva, usando a volatilidade emocional como ferramenta de gestão, e não escutar, não estar conscientemente presente para as pessoas importantes, alegando falta de tempo ou excesso de trabalho, ou escutar parcialmente devido a distrações como o telemóvel.

Para desenvolver uma liderança mais eficaz, o cliente deve reconhecer que precisa de mudar e comprometer-se com o processo. Com os seus conhecimentos e experiência, e em parceria com o cliente, o coach promove a autoconsciência, a autogestão e a gestão das relações com as partes interessadas.

 

Autora: Fátima Ribeiro

A autora é ACC (ICF Associate Certified Coach), coach em processos de desenvolvimento profissional, liderança e equipas, e membro da direção da ICF Panamá.