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Cartaz com Fátima Ribeiro no Congresso Virtual Latino-Americano Desaprende 2020

Congresso Latino-Americano Desaprende 2020

Em 13 de novembro, participei no primeiro Congresso Latino-Americano de Desaprendizagem — Desaprende 2020, com o tema “Desafios no processo de ensino virtual”, contribuindo a partir dos meus papéis de docente, facilitadora e coach.

Refletimos e partilhámos boas práticas sobre os seguintes elementos do ensino virtual:

  1. Opções tecnológicas
  2. Estrutura do processo de ensino
  3. Canais de comunicação
  4. Atividades de aprendizagem
  5. Opções de avaliação e feedback
  6. Seleção ou criação e apresentação de conteúdos

Congresso Virtual Latino-Americano DESAPRENDE 2020foi um projeto que reuniu especialistas da região com o propósito de atualizar e capacitar os profissionais de aprendizagem e desenvolvimento na redefinição e evolução do seu papel no contexto da transformação digital.

Programa e oradores do Congresso Virtual de Desaprendizagem na América LatinaApresentação de Fátima Ribeiro no programa do Congresso Desaprende 2020

Membros da Comissão de Atualização Executiva 2019/2020 reunidos para uma fotografia

Comissão de Atualização Executiva 2019/20

Em 13 de agosto, tomou posse a Comissão de Atualização Executiva e Gestão Empresarial 2019/2020 da APEDE — Asociación Panameña de Ejecutivos de Empresa, presidida por Fátima Ribeiro, com Néstor Altuve como vice-presidente.

Uma das atividades da Comissão é organizar o Fórum “O Futuro do Trabalho”, na quarta-feira, 30 de outubro, das 7h30 às 12h00, no Hotel Sheraton, abordando os seguintes temas:

  • Perspetivas globais sobre o Futuro do Trabalho e a posição do Panamá
  • O talento na era digital
  • O trabalho — novos desafios e oportunidades
  • Desenvolvimento do talento humano — a chave para a sustentabilidade das empresas

Participa e ajuda a criar consciência das tendências globais, da falta de competências digitais, técnicas e interpessoais no Panamá e da importância de as alinhar com a era em que vivemos e com a transformação digital.

O desafio é manter, enquanto pessoas e organizações, uma atitude curiosa, aberta à mudança e à exploração de novas oportunidades.

Investir no talento humano gera oportunidades e competitividade; não investir tem um custo para as organizações e para a sociedade. É possível concretizá-lo com sucesso, resultados e benefícios evidentes.

Fátima Ribeiro fala ao microfone numa conferência sobre desenvolvimento de líderes

Conferência: Como impulsionar o desenvolvimento dos líderes

Conferência: Como impulsionar o desenvolvimento dos líderes. Com o apoio do IV COREGICAH — Congresso Regional sobre Gestão Integral do Capital Humano.

Data: maio de 2018

Audiência acompanha uma apresentação de Fátima Ribeiro sobre liderançaGrupo de participantes do COREGICAH posa com o nome do congressoFátima Ribeiro com participantes do COREGICAHFátima Ribeiro intervém ao microfone durante o COREGICAHCertificado de reconhecimento atribuído a Fátima Ribeiro no COREGICAH

Membros de uma equipa juntam as mãos em sinal de colaboração

O coaching como ferramenta de desenvolvimento social

Segundo o ICF Global Coaching Study 2016, realizado pela ICF (International Coaching Federation) em colaboração com a PwC em 137 países, os dados recolhidos indicam que o coaching influencia a mudança social.

A nível mundial, 51% dos coaches profissionais inquiridos e 49% dos gestores e dirigentes com competências de coaching consideram que este pode influenciar fortemente a mudança social. Já 33% dos coaches profissionais e 27% dos gestores e dirigentes com estas competências consideram que a influência pode ser moderada.

A perceção dos coaches profissionais sobre a capacidade do coaching para influenciar a mudança social varia consideravelmente entre regiões.

Na América Latina e nas Caraíbas, dois em cada três coaches inquiridos (68%) consideram que o coaching pode influenciar fortemente a mudança social.

Segundo o ICF Global Consumer Awareness Study 2017, realizado pela ICF e pela PwC em 30 países, os dois principais benefícios reconhecidos nos estudos de satisfação da ICF são a melhoria das competências de comunicação (42%) e o aumento da autoestima e da autoconfiança (40%).

Estas competências criam pontes nas famílias, organizações e comunidades, apoiam uma integração social e profissional mais equilibrada e contribuem para um desenvolvimento social e económico sustentável.

O Coaching como ferramenta de desenvolvimento pode aplicar-se a diferentes etapas da vida.
Nos jovens, nos adultos em atividade profissional e nas pessoas mais velhas, contribui para uma maior consciência do valor próprio, para alargar perspetivas de desenvolvimento pessoal e profissional, dar um propósito à vida e construir um legado.

É uma ferramenta que ajuda a enfrentar os desafios de cada etapa e a encontrar oportunidades num mundo cada vez mais volátil, incerto, complexo, ambíguo e hiperligado (VUCAH, na sigla inglesa).
A melhoria da comunicação, da autoestima e da autoconfiança ajuda a reduzir o isolamento nas sociedades atuais e contribui para uma maior integração social.

Nas organizações, utilizar o coaching como ferramenta de desenvolvimento também traz contributos positivos, nomeadamente para a igualdade de género, a diversidade e a inclusão.
No ICF Global Consumer Awareness Study 2017, a razão mais citada para procurar coaching foi otimizar o desempenho profissional individual e em equipa (43%), sendo o terceiro benefício mais referido o aumento da produtividade (39%).

O coaching como ferramenta de desenvolvimento social é, assim, transversal à sociedade: aplica-se a indivíduos, comunidades e organizações com ou sem fins lucrativos, contribuindo para a responsabilidade social empresarial e para os objetivos de desenvolvimento sustentável.

Fátima Ribeiro

Equipa reunida à volta de uma mesa para partilhar ideias

A liderança do futuro

Assistir recentemente a um webinar do Dr. Marshall Goldsmith sobre “liderança ontem, hoje e amanhã” e conversar sobre liderança em contextos educativos motivou-me a dedicar este artigo à liderança e ao seu papel na sociedade atual.
Os desafios de um mundo global, complexo, em mudança e diverso exigem uma liderança diferente.

O líder deixa de ser entendido como um ser superior, centrado na tarefa, que fornece estrutura e direção, para ser um facilitador envolvido no diálogo e na participação de todos.

“O líder do passado sabia dizer; o líder do futuro saberá perguntar”, afirma Peter Drucker. Para Paul Hersey, “liderar é trabalhar com e através dos outros para alcançar os objetivos”.

Peter Hawkins diz-nos que o próprio conceito de inteligência está a evoluir. Passou do quociente intelectual, IQ, para o quociente emocional, EQ, e hoje avançamos para o WeQ, ou seja, para a inteligência colaborativa.

O líder do futuro demonstra um elevado interesse tanto pelas tarefas e objetivos como pelas pessoas, adaptando o seu comportamento às exigências da situação.

É recomendável analisar a preparação das equipas, a autonomia na decisão e o nível de poder antes de escolher o estilo de liderança ou de tomada de decisão.

Peter Hawkins considera que as pessoas com maior sucesso no futuro serão aquelas com maior capacidade para estabelecer ligações.

Isto recorda-me uma frase de Jared Weiner na Conferência Anual de Executivos CADE 2017 da APEDE: “as competências interpessoais, como a construção de relações, a colaboração, a empatia e a sensibilidade cultural, tornar-se-ão a moeda de maior valor. As pessoas com competências híbridas — elevada capacidade tecnológica e profunda sensibilidade social — vencerão no futuro”.

O pensamento global, a diversidade cultural e intercultural, a construção de parcerias, o conhecimento tecnológico inteligente e a liderança partilhada, com o líder como facilitador, são dimensões emergentes do líder global do futuro no modelo de avaliação de liderança global da MGSCC — Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching.

Este modelo é uma avaliação interessante para servir de base a um processo de coaching para o desenvolvimento da liderança: estruturado, mensurável e inclusivo dos stakeholders ou partes interessadas em redor do líder, pois a liderança só existe verdadeiramente quando é reconhecida. O modelo fornece estrutura e direção e o coach facilita as aprendizagens.

Fátima Ribeiro

Identidade visual de Fátima Ribeiro num cartão apoiado na relva

A minha marca

Hoje falo-vos como empreendedora que está a desenvolver o seu negócio e a sua marca.

Chegar a uma marca é um exercício de introspeção, uma reflexão profunda sobre os nossos valores, talentos e aquilo que queremos transmitir.

A fotografia que acompanha este artigo foi tirada num dos meus ambientes preferidos: a natureza.

Sou cidadã do mundo por opção, num processo de crescimento interior e de bem-estar familiar.

Mas encontro as minhas raízes, a minha tranquilidade e plenitude na natureza, na contemplação da sua perfeição.

Nasci em África, nos espaços amplos e abertos, onde a vida cresce nos lugares mais recônditos e inesperados.

Cresci na Europa, onde o engenho humano nos maravilha e inspira com a sensibilidade das suas obras, e onde valores como o desenvolvimento social estão enraizados na cultura.

Vivo agora na América Latina, no Panamá, onde a exuberância da natureza nos fascina e o clima tropical cria condições extraordinárias para o desenvolvimento.

O verde e o azul do meu logótipo representam as escolas e marcas a que devo a minha formação de base em Coaching: INCAE Business School e Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching.

Representam também o verde da natureza, em harmonia com a expressão da vida, e o azul do céu, dos espaços abertos, da amplitude, de novas perspetivas e possibilidades.

Enquanto seres humanos, é ao céu e ao espaço que elevamos os nossos sonhos!

É interessante observar como um dos homens mais inovadores da atualidade enviou para o espaço o seu Tesla Roadster com o homem das estrelas, Starman, ao volante, numa viagem que combina sonhos e possibilidades.

Olhamos para a imensidão das possibilidades do espaço e ansiamos por elas, mas mantemos as nossas raízes de seres vivos na natureza.

O meu logótipo e a minha marca refletem, assim, os meus valores e convidam ao desenvolvimento contínuo.

A vida cresce e encontra formas de sobreviver mesmo em ambientes desfavoráveis, mas floresce quando o ambiente é favorável.

O processo de Coaching ajuda a florescer: rega, potencia competências e talentos, convida a sonhar e abre novas possibilidades, mantendo o contacto com a terra e criando raízes num processo de procura de resultados e bem-estar.

Fátima Ribeiro

Coach certificada