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Família passeia de mãos dadas à beira-mar

Carreiras internacionais: os desafios de uma integração bem-sucedida

Num mundo cada vez mais global, as melhores oportunidades profissionais estão muitas vezes fora da nossa zona de conforto. Fora do nosso país, eventualmente do nosso continente, em línguas que nem sempre dominamos e em contextos culturais diferentes.

Mudar de país e integrar uma realidade sociocultural diferente traz muitos desafios, mas também oportunidades de crescimento e desenvolvimento de capacidades e competências.

São desafios para o profissional ou executivo, mas também para a sua família e para a integração profissional do seu companheiro, quando este deseja manter-se profissionalmente ativo.

Muitas empresas, sobretudo multinacionais, têm programas de mentoring e coaching que apoiam a integração cultural e profissional tanto do expatriado como do seu companheiro.

Estes programas são excelentes e contribuem para uma integração mais rápida e bem-sucedida de todos os membros da família.

Podem abranger vários contextos, sendo estes os mais comuns:

  • Integração cultural
  • Integração profissional numa organização
  • Desenvolvimento de um projeto de empreendedorismo
  • Voluntariado ativo

A pedido de organizações ou de particulares, tenho trabalhado com expatriados ou os seus companheiros para que a integração social e profissional no Panamá seja bem-sucedida e contribua para o seu bem-estar pessoal, profissional e familiar.

Os processos de mudança oferecem uma excelente oportunidade para refletir sobre o nosso propósito, ligarmo-nos à nossa essência e aos desejos mais profundos e desenvolvermos as visões que queremos para a nossa vida, num “eu positivo e em ação”. A partir destas visões, geram-se possibilidades através de um processo de brainstorming que apoia a criação de um plano de ação personalizado.

É uma reflexão integrada nas várias dimensões do ser humano, que liberta o coração e a mente num processo criativo e potenciador.

Os programas de integração ou desenvolvimento profissional adaptam-se às necessidades de cada cliente, criando espaço para refletir sobre crenças, marca pessoal, redes de apoio e oportunidades de networking, integradas numa redefinição profissional ou de carreira.

As ferramentas são incorporadas no plano de ação de acordo com os objetivos e o contexto, incluindo boas práticas de criação e comunicação de valor através do CV, das redes sociais e de outros meios.

De sessão em sessão, os clientes integram aprendizagens, constroem estratégias de sucesso, reconhecem conquistas e ganham autonomia para concretizar objetivos e visões.

Enquanto coach profissional, facilito processos e utilizo ferramentas ajustadas aos objetivos de cada cliente e aos objetivos definidos em cada sessão.

A minha experiência como companheira de um expatriado, que cresceu e integrou aprendizagens num novo país, como esposa e mãe, profissional em organizações locais, membro de associações profissionais e empreendedora com o seu próprio negócio, ajuda a estabelecer confiança e a criar em conjunto.

Não são as circunstâncias ou os desafios que nos definem, mas as nossas respostas e ações, num processo de aprendizagem contínua.

Fátima Ribeiro

 

Se te identificas, ou se consideras que a tua organização pode desenvolver programas de coaching para apoiar a integração de colaboradores expatriados e dos seus companheiros, encontra os meus contactos aqui.

Membros de uma equipa juntam as mãos em sinal de colaboração

O coaching como ferramenta de desenvolvimento social

Segundo o ICF Global Coaching Study 2016, realizado pela ICF (International Coaching Federation) em colaboração com a PwC em 137 países, os dados recolhidos indicam que o coaching influencia a mudança social.

A nível mundial, 51% dos coaches profissionais inquiridos e 49% dos gestores e dirigentes com competências de coaching consideram que este pode influenciar fortemente a mudança social. Já 33% dos coaches profissionais e 27% dos gestores e dirigentes com estas competências consideram que a influência pode ser moderada.

A perceção dos coaches profissionais sobre a capacidade do coaching para influenciar a mudança social varia consideravelmente entre regiões.

Na América Latina e nas Caraíbas, dois em cada três coaches inquiridos (68%) consideram que o coaching pode influenciar fortemente a mudança social.

Segundo o ICF Global Consumer Awareness Study 2017, realizado pela ICF e pela PwC em 30 países, os dois principais benefícios reconhecidos nos estudos de satisfação da ICF são a melhoria das competências de comunicação (42%) e o aumento da autoestima e da autoconfiança (40%).

Estas competências criam pontes nas famílias, organizações e comunidades, apoiam uma integração social e profissional mais equilibrada e contribuem para um desenvolvimento social e económico sustentável.

O Coaching como ferramenta de desenvolvimento pode aplicar-se a diferentes etapas da vida.
Nos jovens, nos adultos em atividade profissional e nas pessoas mais velhas, contribui para uma maior consciência do valor próprio, para alargar perspetivas de desenvolvimento pessoal e profissional, dar um propósito à vida e construir um legado.

É uma ferramenta que ajuda a enfrentar os desafios de cada etapa e a encontrar oportunidades num mundo cada vez mais volátil, incerto, complexo, ambíguo e hiperligado (VUCAH, na sigla inglesa).
A melhoria da comunicação, da autoestima e da autoconfiança ajuda a reduzir o isolamento nas sociedades atuais e contribui para uma maior integração social.

Nas organizações, utilizar o coaching como ferramenta de desenvolvimento também traz contributos positivos, nomeadamente para a igualdade de género, a diversidade e a inclusão.
No ICF Global Consumer Awareness Study 2017, a razão mais citada para procurar coaching foi otimizar o desempenho profissional individual e em equipa (43%), sendo o terceiro benefício mais referido o aumento da produtividade (39%).

O coaching como ferramenta de desenvolvimento social é, assim, transversal à sociedade: aplica-se a indivíduos, comunidades e organizações com ou sem fins lucrativos, contribuindo para a responsabilidade social empresarial e para os objetivos de desenvolvimento sustentável.

Fátima Ribeiro