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Diploma de Fátima Ribeiro em coaching de equipas

Certificação Practitioner em Coaching de Equipas

A minha viagem de aprendizagem no coaching de equipas começou em 2019, ao estudar com o Professor Peter Hawkins em Portugal.

 

Em 2021, concluí um nível avançado deste percurso de aprendizagem e desenvolvimento profissional, recebendo a certificação “Certified Practitioner in Team Coaching”.

 

Recebi também a credencial “Team Coaching Individual Accreditation (ITCA), level Practitioner”, da EMCC — European Mentoring & Coaching Council.

 

Realizar o programa prático do Global Team Coaching Institute (GTCI) no ano passado foi uma experiência excelente e muito gratificante, com grandes professores e colegas de todo o mundo.

 

Estou grata por todas as aprendizagens, parcerias e amizades desenvolvidas nesta viagem.

 

Obrigada ao Professor Peter Hawkins, John Leary-Joyce, Dra. Hilary Lines, David Matthew Prior, a todos os excelentes membros do corpo docente do GTCI e ao co-diretor, Professor David Clutterbuck.

 

Obrigada, Susana Azevedo, por seres uma excelente companheira, co-coach e amiga nesta viagem de aprendizagem.

 

Obrigada aos colegas do nosso grupo de prática e supervisão. Aprendi com as experiências e os conhecimentos partilhados por todos.

Credencial Certified Practitioner in Team Coaching do Global Team Coaching Institute

Acreditação ITCA Practitioner em coaching de equipas da EMCC Global
Duas pessoas conversam numa sessão de acompanhamento

Precisamos de mudar para 2022?

Este artigo foi publicado originalmente no jornal La Estrella e integra uma coluna quinzenal da ICF Capítulo Panamá para divulgar o Coaching profissional. Procura informar, criar consciência e distinguir o coaching profissional, em que o coach se rege por princípios éticos e melhora continuamente as suas competências.

Lê o artigo original nesta ligação.

 

Vivemos num contexto em que a mudança já não é um acontecimento, mas uma constante. Parar, pensar e dedicar tempo consciente à aprendizagem é cada vez mais importante — e difícil, dado o ritmo de vida — para enfrentar os desafios do futuro.

 

Aproximamo-nos do final de 2021 e convido-vos a fazer uma pausa, refletir, integrar aprendizagens e planear 2022.

 

Como nos estão as mudanças a afetar enquanto pessoas, famílias, equipas e organizações?

  • O que vemos e em que acreditamos? Que pensamentos nos habitam? Em que crenças nos estamos a focar?
  • Como trabalhamos e nos relacionamos? Que parcerias, relações e ligações estamos a construir?
  • Quem estamos a ser nos diferentes momentos, com diferentes pessoas e em diferentes contextos?

 

Tomar consciência de como sentimos, pensamos e influenciamos as pessoas à nossa volta é importante na aprendizagem e na mudança.

 

Complementarmente, importa validar a nossa perceção com a dos outros, através de momentos periódicos de feedback e feedforward, ou sugestões de melhoria.

 

Identificar valores, talentos, aspirações, padrões, ambientes em que florescemos, reações e impacto nos outros aumenta o autoconhecimento e a autoconsciência. Permite clarificar forças e fraquezas, perceber o que nos distingue, as barreiras internas, os recursos necessários e o que queremos aprender para potenciar a nossa proposta de valor face às oportunidades e ameaças do contexto.

 

Reconhecer os gatilhos e a origem dos estímulos que nos afetam ajuda-nos a escolher os comportamentos que melhor servem os nossos objetivos e a evitar a volatilidade emocional como ferramenta de autogestão ou de gestão dos outros.

 

Onde estamos na curva da mudança? Na negação, resistência, aceitação, desenvolvimento de capacidades ou no compromisso, investindo tempo e recursos?

 

E o que se passa nas nossas equipas e organizações? Como reagem aos desafios diários, à incerteza e à mudança? O que observamos e cocriamos? Que valor criamos?

 

Ambientes de confiança, segurança psicológica, padrões elevados e responsabilidade, onde o erro integra a aprendizagem, favorecem a aprendizagem e a tomada de riscos e estão mais preparados para a mudança constante. Pelo contrário, ambientes de controlo excessivo, microgestão e baixa segurança psicológica relacionam-se com ansiedade e stress perante a mudança.

 

Identificar as formas de comunicação que mais utilizamos também é crucial. Estamos a informar, dizer e perguntar? A persuadir e negociar? A cocriar e transformar? Que combinação temos e qual gostaríamos ou precisaríamos de ter?

 

O propósito das organizações está a passar da criação de valor para os acionistas à criação de valor para todos os stakeholders. Que valor criamos para os internos e externos? O que diriam colaboradores, equipas, clientes, fornecedores e outros sobre o caminho percorrido e o que falta percorrer? O que não podemos deixar de atender desde já, para hoje, amanhã e o futuro?

 

Gerir polaridades é cada vez mais uma constante: resultados e bem-estar; hoje, amanhã e futuro; gestão e inovação; estratégia e operação; individualidade e diversidade. O desafio é gerir ambas simultaneamente. É a liderança partilhada e o desenvolvimento de uma visão sistémica, reforçando relações, ligações e parcerias.

 

O coaching individual, executivo, de grupos ou de equipas ajuda a criar possibilidades a partir do propósito e da visão de futuro, a identificar padrões e a adotar uma perspetiva curiosa, promovendo criatividade, confiança, experimentação e responsabilidade. Um coach profissional tem, de acordo com a sua especialidade, ferramentas para apoiar este caminho.

 

Autora: Fátima Ribeiro

A autora é coach em processos de desenvolvimento profissional, liderança e equipas, ACC (ICF Associate Certified Coach), e membro da direção da ICF Panamá.

Certificado de Fátima Ribeiro como oradora da CONANREH 2021

Desenhar o Futuro das Organizações — CONANREH 2021

Muito feliz por participar como patrocinadora do CONANREH2021, congresso anual da ANREH — Asociación Nacional de Recursos Humanos de Panamá, com o tema “Desenhar o Futuro das Organizações”, e por contribuir para a aprendizagem e criação de valor para pessoas e organizações, refletindo sobre desafios e explorando oportunidades.

Profissional orienta uma sessão de trabalho com uma equipa junto de um quadro

Desenvolvimento de líderes coaches

Este artigo foi publicado originalmente no jornal La Estrella e integra uma coluna quinzenal da ICF Capítulo Panamá para divulgar o Coaching profissional. Procura informar, criar consciência e distinguir o coaching profissional, em que o coach se rege por princípios éticos e melhora continuamente as suas competências.

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As três principais modalidades de Coaching utilizadas nas organizações são:

  • Coach externo, profissional formado em coaching, contratado pela organização para processos específicos, de forma pontual ou contínua.
  • Coach interno, profissional formado em coaching que o pratica dentro de uma organização, fazendo parte dos seus colaboradores.
  • Líder Coach, gestor ou supervisor que utiliza ferramentas e competências de coaching no seu papel de líder.

 

Alguns dos desafios do líder coach são:

  • Como fazer coaching eficazmente com todos os meus colaboradores, individualmente, no tempo limitado do dia a dia?
  • Como fazê-lo virtualmente?
  • Como melhorar continuamente as minhas competências?
  • Como utilizar ferramentas de coaching com toda a equipa, para que os membros as apliquem entre si e criemos uma cultura de desenvolvimento de equipas?

 

Para se desenvolver como líder coach, o líder precisa de formação específica que permita desenvolver e aplicar competências de coaching na organização de forma ética e profissional.

 

A base dessa formação são as oito competências definidas pela ICF — International Coaching Federation, divididas em quatro grupos:

 

  1. Competências Fundamentais
    1. Demonstrar uma prática ética
    2. Incorporar uma mentalidade de coaching
    3. Cocriar a relação
    4. Estabelecer e manter acordos
    5. Cultivar confiança e segurança
    6. Manter a presença
    7. Comunicar eficazmente
    8. Escutar ativamente
    9. Despertar a consciência
    10. Cultivar a aprendizagem e o crescimento
    11. Facilitar o crescimento de cada cliente

 

Esta é uma descrição breve das competências, feita pela autora para este artigo. Para uma definição mais completa e precisa, recomendamos a consulta da página da ICF:

 

  • Demonstrar uma prática ética, compreendendo e aplicando consistentemente a ética e os padrões do Coaching.
  • Incorporar uma mentalidade de Coaching aberta, curiosa, flexível e centrada no coachee.
  • Estabelecer acordos claros com o coachee e, quando aplicável, com os diferentes stakeholders, sobre a relação, as conversas de coaching, o processo, os planos e as metas.
  • Cultivar confiança e segurança, criando em parceria com o coachee um ambiente seguro e de apoio que lhe permita partilhar livremente, numa relação de respeito mútuo e confiança.
  • Manter a presença, dedicando toda a atenção ao coachee, com uma postura aberta, flexível, estável e confiante.
  • Escutar ativamente o que o coachee diz e o que não diz, para uma compreensão completa no contexto dos seus sistemas, apoiando a expressão do cliente.
  • Despertar a consciência, facilitando a compreensão e a aprendizagem através de ferramentas e técnicas como perguntas poderosas, silêncio, metáforas e analogias.
  • Facilitar o crescimento, transformando aprendizagens, conhecimento e visão em ação e promovendo a autonomia do coachee.

Para desenvolver mais eficazmente as competências de coaching, é útil contar, durante a formação, com coaches profissionais, mentores e/ou supervisores e, internamente, com pares e sponsors que promovam uma cultura de coaching.

 

Ao utilizar ferramentas de coaching, os líderes contribuem para a mudança cultural, potenciando uma orientação para soluções. Promovem também a comunicação e as relações, a confiança e o compromisso dos colaboradores. Estas ferramentas ajudam as pessoas a ganhar autonomia, a centrar-se em soluções e a procurar apoio para resolver os desafios por si próprias.

 

Os estudos internacionais mostram que o coaching é fundamental no desenvolvimento de equipas de alto desempenho.

 

Autora: Fátima Ribeiro

A autora é ACC (ICF Associate Certified Coach), coach em processos de desenvolvimento profissional, liderança e equipas, e membro da direção da ICF Panamá.

Convite da Tigo Business para uma conferência de Fátima Ribeiro sobre gestão de equipas

Ferramentas de Coaching na Gestão de Equipas

Em 9 de setembro de 2021, colaborei com a TIGO Business na conferência “Ferramentas de Coaching na Gestão de Equipas”, dirigida às PME, com transmissão para nove mercados: Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai e El Salvador.

O coaching é um processo criativo com o olhar no futuro e no desenvolvimento de soluções.

Competências-chave como estabelecer confiança, estar presente, comunicar eficazmente e facilitar aprendizagens e resultados são muito importantes no atual contexto hiperligado, de maior volatilidade, complexidade e incerteza.

Explorámos como os líderes podem utilizar ferramentas de coaching na gestão das equipas, para potenciar resultados e cuidar do bem-estar, apoiando líderes e empresários perante os desafios de hoje e do futuro.

Obrigada à TIGO Business pela oportunidade e a todos os participantes!

Equipa escuta um colega durante uma reunião no escritório

Cultura de coaching nas organizações

Este artigo foi publicado originalmente no jornal La Estrella e integra uma coluna quinzenal da ICF Capítulo Panamá para divulgar o Coaching profissional. Procura informar, criar consciência e distinguir o coaching profissional, em que o coach se rege por princípios éticos e melhora continuamente as suas competências.

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A nível global, a ICF — International Coaching Federation tem desenvolvido vários projetos de investigação sobre Cultura de Coaching. Para ilustrar a sua importância, destaco esta frase do relatório “Creating a Coaching Culture”, da International Coaching Federation (ICF) e do Human Capital Institute (HCI), de 2014:

“Com uma melhor compreensão da importância do Coaching para o desenvolvimento da força de trabalho da empresa como um todo, garantindo a vantagem competitiva através das pessoas, a organização pode estabelecer as bases de uma cultura de coaching bem-sucedida e duradoura. Como resultado, pode transmitir o seu compromisso com o desenvolvimento contínuo dos colaboradores, ajudando a reter talento e a atrair melhores candidatos.”

Revisitemos a definição de coaching da ICF — International Coaching Federation: “O coaching é um processo de parceria com os clientes que estimula o pensamento e a criatividade, procurando maximizar o potencial pessoal e profissional.”

É um processo de desenvolvimento que envolve estrutura, interação orientada pelos objetivos definidos e estratégias, ferramentas e técnicas adequadas para promover uma mudança desejada e sustentável em benefício do coachee. O olhar está no futuro e no potencial das pessoas, não no seu desempenho passado.

Distingue-se de outras intervenções, como o mentoring ou mentoria, formal ou informal, que é um processo de transferência de conhecimentos ou competências. O mentoring deve ser visto como um complemento do coaching, não como um substituto.

Cultura de Coaching

Já vimos a importância de uma cultura de coaching. Vejamos agora duas definições do conceito.

  1. “Uma cultura de coaching é construída por crenças e práticas de liderança que, na organização, refletem o coaching como impulsionador estratégico do negócio e ferramenta essencial para desenvolver talento.” ICF e HCI (2016), citando Blessing White, Inc. (2009).

Outra definição, com um pensamento mais sistémico e de valor partilhado, é a de Peter Hawkins no livro “Creating a Coaching Culture”:

  1. “Existe uma cultura de coaching numa organização quando uma abordagem de coaching é um aspeto fundamental da forma como líderes, gestores e colaboradores envolvem e desenvolvem todas as suas pessoas e envolvem as suas partes interessadas, de modo a criar um melhor desempenho individual, de equipa e organizacional e valor partilhado para todas as partes interessadas.”

Modalidades de Coaching

As três principais modalidades utilizadas nas organizações são:

  • Coach externo, profissional formado em coaching que trabalha a partir do exterior da organização, contratado para processos específicos, de forma pontual ou contínua.
  • Coach interno, profissional formado em coaching que o pratica dentro de uma organização, podendo ou não acumulá-lo com outras funções.
  • Líder Coach, que utiliza ferramentas e competências de coaching no seu papel de líder.

 

Barreiras à Implementação

As três principais barreiras à implementação de uma cultura de coaching nas organizações, identificadas em estudos internacionais, são:

  • Falta de tempo.
  • Capacidade limitada para medir o retorno do investimento.
  • Restrições orçamentais.

Para que as organizações valorizem o coaching como metodologia de desenvolvimento, é importante conhecerem-no e compreenderem os seus benefícios, sobretudo ao nível da gestão de topo e dos recursos humanos. Quanto maior o conhecimento, mais o coaching é utilizado e se expande aos diferentes níveis da organização.

 

Autora: Fátima Ribeiro

A autora é ACC (ICF Associate Certified Coach), coach em processos de desenvolvimento profissional, liderança e equipas, e membro da direção da ICF Panamá.

Convite para a conversa Descobrir o Contributo do Coaching Sistémico

Descobrir o Contributo do Coaching Sistémico

Em 4 de agosto de 2021, participei numa conversa organizada pela ICF Capítulo Panamá, com os objetivos de:

  • Explorar o contributo do coaching sistémico a partir de duas perspetivas diferentes.
  • Analisar e refletir sobre o impacto do coaching sistémico nas pessoas, nos processos e nos resultados das organizações.

Foi uma abertura de perspetivas que permitiu conhecer duas abordagens ao coaching sistémico e interagir num espaço de aprendizagem colaborativa.

Obrigada a todos os participantes que nos acompanharam!

Profissional gesticula durante uma conversa tensa no escritório

Comportamentos ineficazes na liderança

Este artigo foi publicado originalmente no jornal La Estrella e integra uma coluna quinzenal da ICF Capítulo Panamá para divulgar o Coaching profissional. Procura informar, criar consciência e distinguir o coaching profissional, em que o coach se rege por princípios éticos e melhora continuamente as suas competências.

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No desenvolvimento da liderança através do coaching executivo, podem utilizar-se diferentes abordagens, consoante o contexto do líder e da organização, as necessidades identificadas e os objetivos definidos.

Uma delas é trabalhar de fora para dentro: do que é visível e percecionado, como os comportamentos (fazer), para o ser e o pensar, num ciclo iterativo que potencia mudanças sustentáveis.

Esta abordagem é particularmente adequada a líderes que reconhecem que os comportamentos associados ao sucesso passado podem não ser os necessários para ter sucesso no futuro, em contextos mais complexos, ambíguos e em mudança.

O trabalho começa por identificar os comportamentos do líder, a forma como é percecionado pelas suas partes interessadas ou stakeholders, e o impacto dos seus comportamentos na organização e no sistema mais alargado. Prossegue promovendo a interação do líder com os seus stakeholders para integrar sugestões de melhoria num plano de ação, avaliado e adaptado regularmente, facilitando mudanças nos comportamentos e nas perceções.

A maioria de nós identifica mudanças que os outros deveriam fazer e disponibiliza-se para sugerir melhorias, mas nem sempre reconhece as mudanças que deve implementar em si própria e tem dificuldade em fazê-lo no dia a dia.

Os nossos comportamentos afetam significativamente as pessoas à nossa volta e a organização. Esse impacto aumenta com a responsabilidade dos líderes e com a dimensão dos stakeholders internos e externos que influenciamos.

À medida que um líder tem sucesso, mudar torna-se ainda mais difícil: associa o comportamento ao sucesso passado e não compreende que precisa de novos comportamentos para o futuro.

Podemos reconhecer benefícios da mudança sem estar dispostos a aceitar os custos de abandonar o que já não nos serve. Podemos até dizer: “eu sou assim, sempre fui assim e sempre resultou…”. Isto revela falta de compromisso com o processo, por vezes de humildade ou coragem.

Um dos desafios dos coaches é perceber a disponibilidade dos clientes para trabalhar os objetivos e implementar as mudanças propostas. O sucesso é responsabilidade do coachee, através das suas reflexões, aprendizagens e ações. O coach facilita o processo e proporciona estímulo, reforço e apoio adequados.

Um dos autores que mais desenvolveu e aplicou esta abordagem comportamental é Marshall Goldsmith, reconhecido internacionalmente como referência em liderança, coach executivo e autor de vários best-sellers.

No livro “What Got You Here Won’t Get You There”, identifica 20 hábitos ou comportamentos ineficazes na liderança. Entre eles:

Querer ganhar em excesso, ou a necessidade de ganhar em todas as situações, quando é importante, quando não é e mesmo quando é irrelevante. Marshall Goldsmith identifica este comportamento como o principal desafio da maioria dos líderes.

Outros comportamentos relacionados são: acrescentar valor em excesso, isto é, dar sempre o nosso contributo em cada conversa ou discussão, mesmo quando não acrescenta valor; reter informaçãopara ganhar vantagem sobre os outros; e ter favoritos, para ganhar aliados.

Também é ineficaz desvalorizar as opiniões dos outros com comentários destrutivos ou sarcásticos; expressar negatividade, como em “vou dizer-te porque é que isto não funciona”; ou, de forma mais inconsciente, responder a comentários ou sugestões com “não, mas, no entanto…”, retirando valor ao que o outro expressa.

São ainda comportamentos ineficazes falar com raiva, usando a volatilidade emocional como ferramenta de gestão, e não escutar, não estar conscientemente presente para as pessoas importantes, alegando falta de tempo ou excesso de trabalho, ou escutar parcialmente devido a distrações como o telemóvel.

Para desenvolver uma liderança mais eficaz, o cliente deve reconhecer que precisa de mudar e comprometer-se com o processo. Com os seus conhecimentos e experiência, e em parceria com o cliente, o coach promove a autoconsciência, a autogestão e a gestão das relações com as partes interessadas.

 

Autora: Fátima Ribeiro

A autora é ACC (ICF Associate Certified Coach), coach em processos de desenvolvimento profissional, liderança e equipas, e membro da direção da ICF Panamá.

Equipa partilha ideias com notas adesivas numa sessão colaborativa

Segurança psicológica e aprendizagem com os erros

Este artigo foi publicado originalmente no jornal La Estrella e integra uma coluna quinzenal da ICF Capítulo Panamá para divulgar o Coaching profissional. Procura informar, criar consciência e distinguir o coaching profissional, em que o coach se rege por princípios éticos e melhora continuamente as suas competências.

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O conceito de Segurança Psicológica, popularizado por Amy C. Edmondson, professora da Universidade de Harvard, no livro Teaming, refere-se à crença partilhada pelos membros de uma equipa de que existe um ambiente seguro para assumir riscos e admitir erros. Isto não significa ausência de consequências, mas que os erros podem ser reconhecidos num ambiente seguro, mantendo os padrões e os controlos da organização. Assim podemos aprender verdadeiramente com os erros, encontrar as causas e procurar soluções criativas.

 

A responsabilidade de criar esse sentimento de segurança psicológica nas equipas recai sobretudo sobre os líderes das organizações.

 

No coaching de equipas, podemos trabalhar com líderes e equipas para tomar consciência do nível de segurança existente e agir para o desenvolver. Podemos facilitar espaços de diálogo e feedback e desenvolver confiança através de observação e intervenção que promovam a autoconsciência, a libertação de tensões, a autoavaliação crítica do desempenho e o reconhecimento do valor de cada um.

 

Podemos também apoiar os líderes a desenvolver competências de líderes coaches, através da escuta ativa, da comunicação direta, da exploração criativa de opções, do desenvolvimento de soluções e da integração de aprendizagens.

 

No artigo de 2011, Estratégias para Aprender com o Fracasso, a Dra. Edmondson aborda a criação de uma cultura organizacional que vê os erros como fonte de aprendizagem, incentivando as equipas a detetar, analisar e até experimentar para aprender. Um líder de uma empresa tecnológica dizia: “Estamos no negócio da descoberta e, quanto mais depressa falharmos, mais depressa teremos sucesso.”

 

O artigo apresenta o “Espetro de Razões para o Fracasso”:

 

Razões com maior responsabilidade individual:

  • Desvio: uma pessoa ESCOLHE violar um processo ou procedimento definido.
  • Desatenção: uma pessoa desvia-se INADVERTIDAMENTE das especificações existentes.

 

Razões com alguma responsabilidade individual:

  • Falta de competência: uma pessoa NÃO TEM as competências, condições ou formação para executar uma tarefa.
  • Processo inadequado: uma pessoa competente segue um processo definido que é INADEQUADO.
  • Tarefa desafiante: uma pessoa enfrenta uma tarefa DEMASIADO DIFÍCIL para ser executada de forma fiável em todas as ocasiões.

 

Razões com pouca ou nenhuma responsabilidade individual:

  • Complexidade do processo: um processo com muitos elementos sofre RUTURAS ao encontrar novas interações com outros elementos.
  • Incerteza: a falta de clareza sobre acontecimentos futuros leva a ações APARENTEMENTE RAZOÁVEIS que produzem resultados indesejados.
  • Teste de hipóteses: uma experiência para verificar o sucesso de uma ideia ou projeto falha.
  • Testes exploratórios: uma experiência para ampliar o conhecimento e investigar uma possibilidade conduz a um resultado indesejado.

 

Importa sublinhar que se trata de um espetro, sem fronteiras claras entre estas razões. A ideia não é procurar culpados, mas explorar as razões da falha. Conhecer este espetro ajuda a investigar as causas de forma mais consciente, encontrar soluções adequadas e implementá-las num processo de desenvolvimento organizacional.

 

O líder pode aplicar competências de coaching numa conversa de exploração e reflexão criativa com o colaborador, utilizando perguntas abertas sobre as causas pessoais ou sistémicas da falha. Num ambiente de segurança psicológica, o foco está em integrar aprendizagens, desenvolver pessoas e processos e encontrar soluções que criem valor e resultados sustentáveis para todos os stakeholders. O coaching de equipas pode apoiar a criação de uma cultura de aprendizagem e responsabilidade.

 

 

Autores:

Alberto Navarro, Coach Executivo e de Equipas, credenciado como Professional Certified Coach (PCC) pela ICF. Vice-presidente da direção da ICF Capítulo Panamá.

Fátima Ribeiro, Coach em processos de desenvolvimento profissional, liderança e equipas, credenciada como Associate Certified Coach (ACC) pela ICF. Membro da direção da ICF Capítulo Panamá.

 

Reflexo de um ecrã nos óculos de um profissional

A Agilidade e o Coaching

Este artigo foi publicado originalmente no jornal La Estrella e integra uma coluna quinzenal da ICF Capítulo Panamá para divulgar o Coaching profissional. Procura informar, criar consciência e distinguir o coaching profissional, em que o coach se rege por princípios éticos e melhora continuamente as suas competências.

Lê o artigo original nesta ligação.

 

Como observamos e compreendemos o mundo à nossa volta?

Tudo o que percecionamos passa pelo nosso mindset, ou mentalidade: uma combinação de atitudes, crenças e valores que influencia os comportamentos, as ações diárias e a forma de aprender. Segundo o estudo de Ashley Buchanan e Margaret L. Kern, a mentalidade afeta subconscientemente a forma de pensar, agir e até de percecionar as possibilidades do futuro. Contudo, em contextos adequados, é possível mudá-la conscientemente e melhorar o bem-estar individual e coletivo.

A psicóloga Carol Dweck descreve, no livro “Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso”, dois tipos de mentalidade. Na mentalidade fixa, as pessoas acreditam que as capacidades são inatas e não podem mudar ou melhorar. Por isso, receiam desafios, desistem perante obstáculos e encaram o sucesso dos outros como uma ameaça. Na mentalidade de crescimento, acreditam que podem desenvolver capacidades através da prática e do esforço, apreciam desafios, veem obstáculos e fracassos como oportunidades de aprendizagem e pessoas bem-sucedidas como fontes de inspiração.

Dweck encontrou organizações e gestores com mentalidade de crescimento em que os colaboradores se sentem mais capacitados e comprometidos e consideram que a empresa valoriza a criatividade, a inovação e o trabalho em equipa. Nas organizações de mentalidade fixa também se fala de criatividade e inovação, mas, quando algo falha, alguém tem de pagar o preço.

Existem frameworks ou referenciais que integram princípios e práticas ágeis, permitindo às empresas aumentar a criatividade e a inovação e adaptar-se rápida e eficazmente a um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.

A implementação bem-sucedida destes referenciais Lean-Ágeis exige líderes com mentalidade de crescimento, também chamada mentalidade Lean-Ágil. Esta permite impulsionar a transformação da organização, melhorando a cultura e a agilidade empresarial.

O coaching pode acompanhar os líderes na passagem de uma mentalidade fixa para uma mentalidade de crescimento, com grande potencial para gerar mudanças individuais que afetam todo o sistema.

O coaching executivo pode apoiar líderes orientados para princípios e práticas ágeis, explorando valores e crenças (SER), modelos mentais e estruturas cognitivas (PENSAR) e práticas, comportamentos e perceções visíveis (FAZER).

O trabalho pode fazer-se de fora para dentro, partindo dos comportamentos e das perceções para alcançar resultados sustentáveis, ou de dentro para fora, partindo dos valores e das estruturas de pensamento, sempre de acordo com o contrato de coaching estabelecido.

A metodologia escolhida deve ser aquela em que o líder e a organização reconhecem maior valor. Importa ajudar o líder a envolver colaboradores e outras partes interessadas, a escutá-los e valorizar todas as opiniões, num processo de aprendizagem individual e coletiva e de criação de uma cultura ágil, centrada no cliente.

O coaching pode tornar-se uma peça-chave na evolução das organizações ágeis, acompanhando os líderes no desenvolvimento das suas equipas e promovendo a mentalidade de crescimento em toda a organização.

Através do coaching sistémico, as equipas ágeis podem desenvolver-se como equipas autogeridas, clarificando o propósito, a criação de valor, os resultados sustentáveis, a tomada de decisão, a organização do trabalho e as relações entre os seus membros e com outras equipas. O coaching contribui, assim, para reforçar e consolidar a mudança cultural necessária.

Autoras:

Romina Leveau e Fátima Ribeiro